Poesia vencedora do Festival de Poesias de Casimiro de Abreu 2008
2° Lugar Poesia falada
SUSPIROS
Adilson de Araujo
A poesia é como a gélida gota de orvalho
Que desce na aurora,
Desliza suave e acaricia a pétala
Solitária das flores,
Enclausuradas nos vasos
De janelas adormecidas...
Quando adentra a tez floral ,
Ela transborda em sonhos
E faz despertar
os suspiros ocultos da madrugada.
Como o tênue raminho do trigo
A poesia compõe ninhos
Tão emaranhados
Quanto os pensamentos
Dos casais enluarados de paixão.
Ela é torrente incessante
A levar, no leito do rio,
A pedra atirada por um jovem
Enquanto tecia planos
Do mais imortal dos amores.
A poesia, como a dança das águas,
Renova-se a cada olhar,
A cada inspirar
Alimentando a roda viva
Que gira,
A ranger,
Presa aos pesados fios do medo...
A poesia é como a gélida gota de orvalho
Que desce na aurora,
Desliza suave e acaricia a pétala
Solitária das flores,
Enclausuradas nos vasos
De janelas adormecidas...
Quando adentra a tez floral ,
Ela transborda em sonhos
E faz despertar
os suspiros ocultos da madrugada.
Como o tênue raminho do trigo
A poesia compõe ninhos
Tão emaranhados
Quanto os pensamentos
Dos casais enluarados de paixão.
Ela é torrente incessante
A levar, no leito do rio,
A pedra atirada por um jovem
Enquanto tecia planos
Do mais imortal dos amores.
A poesia, como a dança das águas,
Renova-se a cada olhar,
A cada inspirar
Alimentando a roda viva
Que gira,
A ranger,
Presa aos pesados fios do medo...
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